Caixola de cara e casa nova!

Pois é, pessoal. Depois de umas semanas ruminando o que aconteceu com o Caixola graças ao Photobucket, eu refleti bastante e, conversando com a Sílvia, acabei decidindo que o Caixola precisava mudar. Já que eu tinha que descascar o abacaxi das imagens, aproveitei a deixa eu migrei do Blogspot para o WordPress.

Há muito tempo já eu percebo que a forma como eu conduzia o Caixola estava defasada e carecia de uma atualização.

O que é que muda?

Basicamente nada, a não ser a estética. De uns anos pra cá eu reparei que os novos templates oferecidos pelo Blogspot estavam mais difíceis de personalizar, o que me fez optar por usar um template antigo que dá pouco (no meu caso leia-se nenhum) suporte à dispositivos móveis.

Com o WordPress o Caixola ganha ao se tornar um blog com layout responsivo.

Mas o que significa isso?

Significa que ele agora tem layout adaptável para três suportes diferentes:

  • computadores e telas grandes;
  • tablets;
  • celulares.

E isso, numa época em que as pessoas navegam pela internet mais pelo celular do que pelo computador, é muito importante.

Em termos de conteúdo, o único problema persistente é o das imagens, reféns hospedadas lá no Photobucket. A má notícia é que vai dar um baita trabalho e vai demorar pra caramba, mas a boa notícia é eu achei um novo hospedeiro pras imagens. No que diz respeito aos posts, tags, arquivo, toda a organização do conteúdo continua exatamente a mesma.

Por fim, eu sei que é muito chato pra todos os usuários que assinavam o meu blog através da conta Google precisarem também fazer essa migração. Mas se puderem/quiserem me acompanhar por aqui também, será um prazer (e é muito importante pra mim).

O Caixola de lá (no Blogspot) continuará no ar por quanto tempo o Google me permitir, com um aviso de mudança, mas, infelizmente, não voltarei aos posts de lá pra editar o conteúdo de imagens. Agora tudo será por aqui mesmo.

Conto com a compreensão e apoio de vocês.

Um abraço e até a próxima!

Pegando prática

Oi pessoal!

No vídeo aí em cima tem um minutinho do processo de acabamento desse rascunho tosquinho com tinta nanquim e eu queria aproveitar a oportunidade pra dividir um pensamento com vocês.

As vezes me perguntam como eu pratico o acabamento de linhas e como faço pras minhas linhas ficarem legais. Bom, primeiro eu agradeço a quem acha isso e depois digo que não tem segredo a não ser praticar, praticar e praticar. E no meu caso, desde que comecei a estudar acabamento com nanquim, me propus a finalizar com tinta todo tipo de desenho, por vezes até os que eu não gosto muito no fim das contas (tipo esse aí).

Quando a gente fica muito tempo esperando aparecer o desenho perfeito pra dar acabamento, perdemos várias boas oportunidades pra desenvolvermos nossas habilidades com o pincel ou com as canetas técnicas. Aliás, isso vale pra todo tipo de material e falo por experiência própria.

Se você tem dó de gastar seu material em um desenho que não vale a pena o acabamento, pense em investir em material de mais baixo custo para a prática e guarda os melhores pro trabalho profissional, que tal?

Pelo menos é o que eu acho.

É isso! Em breve volto contando um pouco mais da mudança do Caixola.

Então, até lá!

Sobre problemas com imagens

Olá pessoal!

Tô passando rapidamente pra dizer que, infelizmente, devido à mudanças de política no site que eu uso desde sempre pra compartilhamento de imagens aqui no Blog (o Photobucket), todas (ou a maioria) das fotos no Caixola estão indisponíveis.

Juntando os seis anos no ar, o conteúdo do Caixola é bem extenso e, honestamente, não sei quando terei condições de migrar as imagens, nem que outro servidor vou utilizar pro compartilhamento a partir de agora.

Por ora, peço que me desculpem pelo conteúdo não estar disponível. Como estou trabalhando fora não tenho muito tempo pra olhar esse problema técnico no momento.

Obrigada a todos que me notificaram e espero ter uma solução em breve. ^^’

A boa notícia é que eu ainda tenho o Instagram, Tumblr e Facebook, caso sintam falta dos meus desenhos, podem dar uma passadinha lá! Hahaha!

Abraço e até a próxima!

Capa de HQ

Sabe aquela oportunidade que bate na sua porta do nada e você tem uma baita surpresa super legal? Pois é, aconteceu comigo mês passado, quando recebi no deviantART de um dos meus contatos, o murici0, a oferta de um trabalho como freelance pra ilustrar a capa de uma história em quadrinhos de sua autoria.

Fechamos os detalhes do briefing e fui logo fazer minha estreia nesse nicho. Sim, porque nunca havia ilustrado nada pra HQ antes, com exceção de uma ou outra tirinha e algumas tentativas pessoais frustradas. Foi uma aventura bem legal e super agradável na companhia do meu cliente e eu queria mostrar um pouco do processo pra vocês.

 Clique pra ler Tie Break #1

A HQ – Tie Break
Bom, falando um pouco do título, Tie Break é um quadrinho no qual os personagens têm seu desenvolvimento pessoal em função de um tema esportivo central, no caso vôlei. Nossa protagonista é Vera Lúcia, uma adolescente cheia de problemas que conta com o apoio das suas amigas, Bruna e Marina pra conseguir tocar a vida escolar, que ela acha um saco.

A capa
Depois de tudo conversado e de conhecer um pouco mais do universo pro qual eu ia criar a ilustração (entendam, ler o capítulo/história que se vai ilustrar, tentar captar traços de personalidade, conflitos, um tema central que está se desenrolando, etc), eu parti pra uma fase exploratória de geração de hipóteses. Nessa fase, queremos ser o mais econômicos e rápidos quanto for possível e por isso trabalhamos com tamanhos pequenos e ausência de detalhes, só pra tentar ver a composição. Eu gerei uma quantidade de opções e escolhi algumas que pareciam mais promissoras pra fazer uma segunda passada e desenvolver melhor. Nesse segundo momento a gente já começa a perceber o que parece que vai funcionar e o que não tá muito legal.

Alguns dos thumbnails que eu gerei. a maioria nem ficou pra posteridade.
Tinha algumas coisas nos layouts 2 e 3 que eu achava legais, mas a composição não funcionou.

Desenrolei dois rascunhos e encaminhei pro cliente. Depois que ele optou por uma composição eu me aprofundei mais nela, colocando detalhes e características dos personagens, tudo seguindo a folha de modelos que ele me forneceu previamente, com poses básicas mostrando como eram as meninas nas vistas frontal, perfil e três quartos. Nesse momento eu me permiti trabalhar bem a vontade com o meu estilo, buscando levar as características que eu via no desenho do meu cliente pro meu próprio traço. Aprovado esse rascunho a gente passa pras etapas finais de lineart e cores (quando for o caso, pois cada trabalho tem a sua especificidade).

Os layouts que encaminhei pra aprovação.
Rascunho do layout escolhido.
Lineart
Cores.

Os detalhes finais como títulos, créditos, numeração e elementos gráficos foram inserção do autor, mas ele foi super bacana em manter contato comigo durante todo esse processo. Fomos conferindo o que tava funcionando legal e o que dava pra melhorar até chegar no layout final, que está disponível agora lá na Social Comics.

Pra quem não sabe, o Social Comics é uma plataforma de quadrinhos online, tipo o Netflix. Funciona com um sistema de assinatura e você tem acesso a todo o conteúdo disponível. A plataforma abriga tanto grandes editoras como quadrinistas independentes, é bem interessante!

Detalhe 1
Detalhe 2

Eu gostei muito dessa experiência e espero muito poder ter outras oportunidades assim, enquanto isso tô tentando amadurecer a ideia de tentar publicar algo também, um dia. Aprender quadrinhos é um desejo um pouco antigo, talvez agora seja uma boa oportunidade. 🙂

E aí, tá esperando o que pra ler Tie Break? Clica aí e confere lá a história do Maurício e depois conta pra gente o que achou. 🙂 Ah… a plataforma oferece degustação de 14 dias gátis!

Espero não ter aborrecido você com esse post gigante, mas obrigada se você leu até aqui. Até nosso próximo encontro!

Robin – estudos

Ultimamente tenho assistido bastante filmes animados de super heróis com meu irmão (mais especificamente os filmes animados da DC, porque eles são fodas). Semana passada assistimos Batman Contra o Capuz Vermelho. Passou a semana e eu não consegui esquecer o Robin do Jason Todd… tão fofinho!!! Então tiveram uns estudos dele.

O primeiro fiz com tinta e lápis de cor no papel. O pássaro infelizmente acabou não saindo na proporção que eu queria, mas o Robin tá bonitinho, hahahaha! O Segundo eu rabisquei a pose no papel, mas refiz tudo no digital, porque esse é o tipo de assunto que eu não domino nem um pouco (poses de ação e tal). Pro meu gosto ainda tá meio estranho, mas já é alguma coisa, valeu a experiência. 🙂

Nos vemos na próxima postagem!

Tradicional versus Digital

Oi pessoal! Eu nem sei mais como recomeçar qualquer post aqui no blog. Os hiatos entre minhas publicações já podem ser comparados aos de Steven Universe, ou seja lá qual for a sua série favorita que vive entrando em hiato (a minha é Steven Universe, hahaha).

Enfim, tem muita, muita coisa acontecendo do lado de cá da tela. A maioria não é necessariamente legal. Não vou entrar em detalhes pra não desgastar os eventuais leitores com problemas pessoais, basta dizer que no momento não estou trabalhando fora, não estou envolvida em nenhum projeto como freelancer, nem como voluntária, mas também não tenho energias pra estar 100% produtiva artisticamente.

Apesar disso tudo, tenho tentado tocar minha prática artística de forma mais descompromissada ultimamente, sem me apegar muito às mídias sociais e ao blog mesmo, o que me leva a alguns momentos de rascunhos que acabo curtindo pra caramba. Foi o que aconteceu nessa tarde. Hoje me propus a passar o dia sem ligar o computador, Só eu e uma folha de papel a tarde toda. Só consegui fazer dois rascunhos, porque acabei me prendendo demais a eles: o primeiro de um carro, completamente fora da minha zona de conforto e que ficou horrível, outro de uma mulher, que acabou se transformando na Saori Kido.

Esse segundo rascunho, da Saori, foi um que eu gostei demais. Gostei do gestual que desenvolvi e estava correndo tudo bem, até eu começar a usar marcadores. Como estava em papel de rascunho (era o verso de uma folha impressa) não demorou pro nanquim começar a borrar a medida que eu espalhava os marcadores pelo desenho. Além disso faz tanto tempo que não uso mídias tradicionais que minhas canetas estão todas secas, inclusive a de gel branco. Ela não funcionou nem com reza braba. Pra coroar, começou a faltar espaço pra desenvolver mais o rascunho. Daí decidi escanear a folha.

Usei um bocado de materiais diferentes nesse aí. Foi bem divertido! 😀

Levei o desenho pro digital primeiramente com o intuito de corrigir os erros, mas quando cheguei lá lembrei de toda a experiência acumulada em manipulação de imagens e nas pós produções que costumo aplicar aos meus desenhos em mídias digitais. A partir daí foi aproximadamente 1h repintando algumas partes, revendo a composição e finalizando com detalhezinhos aqui e ali pra chegar nessa nova imagem.

O “abacaxi” que eu tinha pra descascar com o Photoshop

 

Um gif com as camadas e etapas do processo
Imagem final

Blá, blá, blá, e o que eu quero dizer com tudo isso? Que ainda tem muita gente por aí desperdiçando energia discutindo que mídia é melhor, quando pode-se muito bem começar uma coisa no tradicional e terminar no digital e vice-versa. Sim! O contrário também funciona muito bem. Já imprimi rascunhos digitais e passei nanquim neles, por que não? O pessoal precisa se desprender desses conceitos de preto no branco quando o assunto é arte. Não existe o errado. Existe a experiência. Eu podia ter terminado com a minha Saori lá, com a cara toda borrocada, mas decidi salvar ela e fiquei feliz e satisfeita com ela toda limpinha, hahahahaha.

Vamos experimentar mais, pessoal. Levar essas experiências de um lado ao outro, misturar as mídias e fazer coisas novas! 🙂

Boas artes e experiências a todos e até nosso próximo encontro!