Croquis Cafe 2019 – Semana 1

Opa! E aí pessoal, beleza?

Como eu não sei se todas as pessoas que acompanham o Caixola aqui pelo WordPress também acompanham minhas publicações diárias via Twitter (o mais provável é que não), vou atualizar o blog hoje colocando um apanhado do que foi a primeira semana de Croquis Cafe. Mesmo porque, sendo bastante honesta com todos (inclusive eu mesma), não consegui ser muito produtiva nessa última semana.

Enquanto compartilhava diariamente meus resultados, recebi lá vários comentários ao longo dos dias (obrigada por alimentarem a discussão, pessoal) de pessoas interessadas em como eu estava tocando esses estudos.

Ano passado, depois de algum tempo iniciada essa prática, eu desenvolvi uma série de posts nos quais me propunha a explicar minhas inquietações, motivações e métodos. Vou deixar aqui os links pra vocês acompanharem caso não os conheçam. São textos um tanto longos, tem bastante material, todo sob uma perspectiva bem pessoal, mas também tem citações e referências então, acho eu, é uma leitura válida pra entender melhor o que se passa na minha cabeça quando estou buscando esses exercícios. 🙂

Segue aí a lista com um resumo breve de cada texto:

  • O hábito de estudar – Introdução geral sobre como desenvolvi melhores hábitos de estudo do desenho usando o Croquis Cafe como fonte e ferramenta para medir o tempo diário dedicado à prática.
  • Sobre ferramentas – Elaboro um pouco mais sobre a minha opção pelo Croquis Cafe fazendo um paralelo com a preguiça e como ele me ajuda a burlar esse problema.
  • Desenvolvendo o olhar – Falo sobre o conhecimento técnico acumulado desde a adolescência e como tem sido difícil me desvencilhar desses conceitos em prol de um desenho mais orgânico e menos analítico.
  • Técnicas empregadas – Continuo a discussão falando sobre os diferentes métodos abordados no meu estudo do desenho de figura humana.

E por hoje é só! Até semana que vem 😀

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Limbo Criativo

Minha ideia de Limbo Criativo em uma ilustrinha pra abrir o post. 🙂

Voltar a criar depois de um tempo parado (a) nunca é fácil. Em parte, jogos, séries, animações, filmes, livros e quadrinhos, enfim, todas as coisas que consumi nesse período de férias, nutrem de alguma forma meu lado criativo, com referências visuais, formas de contar histórias, etc, e a vontade de fazer as coisas vai se acumulando com essas inspirações.

A grande questão é como retomar a difícil tarefa de encarar a folha em branco depois de “tanto tempo parada”? Mesmo com alguma experiência , nunca é algo simples. Experimentei isso da maneira mais cruel com meu trabalho profissional entre o fim de Janeiro e meados de Fevereiro, quando voltei das férias na casa da minha avó direto pro trabalho. Mas no presente momento, que estou em um período entre trabalhos, essa sensação continua verdadeira mesmo nos estudos diários.

Mas o que estou chamando de “Limbo Criativo”? Seria pra mim um estado de indefinição criativa na qual você tem disposição, quer criar, mas as coisas simplesmente não saem. Você não consegue atingir aquele fluxo criativo e fica só rodeando às margem do que gostaria de fazer. Desenha e apaga, desenha e apaga, desenha e apaga infinitamente até desistir de vez. Essa situação é um prato cheio pra se ceder à procrastinação: uma partida rápida aqui, um episódio de desenho ali, um capítulo daquele mangá que sai semanalmente no meio do dia útil e pronto! Procrastinação!

Eu sei que isso tudo é uma questão de exercício e de treino da mente, foco. Então estou buscando métodos pra tentar pôr um fim nesse processo.

Uma das coisas que me ajuda a sair desse estado é fazer fanart. É algo sobre o qual já falei infinitas vezes aqui no Caixola e apoio muito! Na semana anterior ao Carnaval, comecei a fazer um estudo da Cammy, de Street Fighter, tendo como base a fotografia de uma cosplayer que encontrei no deviantART. O desenho com referências contribui para manter o foco em alguma prática deliberada: estilização, desenho gestual, técnicas de acabamento, etc. Nesse desenho da Cammy, me foquei bastante na parte da estilização e na pintura digital, tentando fugir um pouco da minha habitual técnica de acabamento em estilo “toon shading” (sombras simples) e também de uma representação “hiper realista” (vocês sabem, eu sei, não sou boa nisso, hahaha!).

Fotorrealismo, nenhum! Mas gostei do estudo. Foi inspirado nessa foto aqui da Bastet-sama

Ontem finalmente o terminei e gostei muito do resultado, até postei por aí no Instagram e no Twitter. Mas e aí, hoje, o que eu ia fazer? Quando sentei na frente da mesa digitalizadora, queria criar algo. Fazer algum estudo de personagem e tal. De novo, tentei, tentei e nada. Então decidi dar espaço para algo que há muito tempo já não fazia: voltei ao Croquis Cafe. Espero que, com pelo menos 25 minutos diários “forçados” dê pra lubrificar as engrenagens pras coisas andarem mais rápido.

Dia 01 do ano de 2019. Quanto tempo vai durar dessa vez?

Então, de novo, se você gosta desse tipo de exercício, estarei publicando diariamente lá no meu Twitter os resultados, como fazia no ano passado. Meu propósito inicial é de ficar por ao menos 30 dias, então de hoje (08/03), até 08/04 estarei nessa jornada.

Quem quiser me acompanhar, será muito bem-vindo! 🙂
Nos vemos na próxima publicação, até lá!

Onde diabos está…

Na imagem: “Onde no mundo está Joyce Carmo?” – Aaaah, me contrata, Netflix!! XD

Se essa é a pergunta que você vem se fazendo nos últimos quase três meses, não se preocupe, eu apareci aqui pra responder!

E aí pessoal, tudo certo? Por aqui está tudo indo bem, apesar do meu sumiço do blog desde novembro passado. Eu já havia comentado por aqui ainda durante o Inktober de 2018 que estava passando por uma situação bem complicada com a minha família, em decorrência da saúde dos meus pais. Com muitas tarefas ao mesmo tempo, rapidamente fiquei muito desgastada tanto física como emocionalmente.

Enquanto dava esse suporte aos meus pais, toquei um trabalho de ilustração pra animação com uma empresa aqui do Espírito Santo e, tão logo minha participação terminou, decidi que já passava da hora de me dar férias. O fim do ano estava cobrando muito de mim.

Com isso, não desenhei quase nada desde então e sequer trabalhei no meu projeto surpresa. Um que eu disse que ia lançar em breve, se lembram? Pois é.

Mas e aí? Onde diabos eu estive nesses últimos tempos, afinal?

Ainda no fim do ano, fui agraciada com um videogame novo. Depois de uma geração inteira pulada, depois de quase oito anos jogando somente no PC (o que roda, né?), eu me aproximei de novo dos consoles e fui tragada por um jogo sensacional chamado Horizon Zero Dawn. O jogo tem uma história envolvente e uma mecânica que me agrada muito, então desde dezembro, tenho me pegado caçando muitas máquinas por aí.

Registro de quando derrotei meu primeiro Stormbird. Ai que emoção!

Quando não estou jogando Horizon ou algum outro jogo com meu irmão ou meu sobrinho, estou chafurdada em partidas rápidas no Brawlhalla, um jogo gratuito que descobri na Steam.

“DOMINATING” – Nessa partida eu ganhei, mas o mais comum é que eu seja escalavrada mesmo!

Além disso eu estive visitando a minha avó no interior de Minas Gerais depois de longos 8 anos sem vê-la. Então onde eu tava? Andando por aí em estrada de chão, tirando foto de vaca e de igreja, passando tédio em rodoviária, essas coisas…

Colagem com algumas coisas da viagem.

A viagem foi super cansativa, são quase 800km e dois terminais rodoviários e tudo que tinha que dar errado deu. Perdemos ônibus por atraso do anterior, mais ônibus atrasado na volta, corri igual jogador de futebol pra pegar mas chegamos bem ao Espírito Santo. E na volta eu já tinha reunião marcada com um cliente em potencial e dessa reunião consegui um trabalho pra ilustrar um livro! Infelizmente esse trabalho é sigiloso e eu não sei se vou poder mostrar qualquer coisa disso por aqui ou no portfólio, então por enquanto terão que se contentar com meu desenho/cosplay de Carmen Sandiego. Hahaha!

Aliás, vocês assistiram a nova série na Netflix? Eu assisti e curti bastante, especialmente o visual! E vocês?

Bom, é isso! A todos que continuam visitando o blog periodicamente, eu prometo tentar voltar com conteúdo frequente em breve. O que eu preciso agora é organizar minha nova rotina de trabalhos e aliar isso a uma produção pro Caixola. Enquanto isso não rola, fiquem a vontade pra entrar em contato por qualquer um dos canais que vocês já conhecem: Instagram, Twitter, e-mail ou caixa de comentários!

Feliz Ano Novo, super atrasado e obrigada por estarem sempre por aí! Até mais ver!

Ainda em pausa

Oi, pessoal! Passando aqui pra deixar um aviso pra todos que estejam visitando periodicamente procurando por novo conteúdo.

Desde meados de Outubro, minha mãe não tem estado muito bem. Ela lida há muitos anos com depressão, sempre tendo altos e baixos e não está em um bom momento atualmente.

Isso me levou a uma rotina bastante cansativa, ainda durante o Inktober, assumindo tarefas de casa que ela não dá conta de fazer agora, enquanto tocava em paralelo minha participação no evento.

Quando o Inktober terminou, comecei a preparar um conteúdo bem legal sobre ele (algo que pretendo revelar em breve), mas tive que dar uma pausa porque estou envolvida com um freelance de animação pra uma empresa local e ainda dando suporte à minha família.

Sendo bem honesta, desde que terminou o Inktober eu ando muito cansada e sem muito ânimo de desenhar, isso também tem trazido dificuldades pra produzir coisas novas pro blog. Acho que o burnout de fim de ano simplesmente chegou mais cedo por aqui em 2018.

Agradeço a todos que continuam visitando atrás de novos posts. Eu espero que em breve possa revelar pra vocês meu projeto do Inktober e também consiga retomar as publicações no blog com a periodicidade de sempre.

Obrigada por lerem e até breve!

Pausa pro Inktober

Estamos em outubro, mês que dá espaço na internet ao Inktober. Todo ano no mês que corre o evento, podemos ver as redes sociais se enchendo de desenhos feitos à tinta dos mais variados tipos e é muito legal ver a quantidade de referências diferentes que conhecemos nesse período. Eu amo!

Nos dois últimos anos, estive meio reclusa do evento. Em 2016 pela minha lesão no tendão supraespinhoso do ombro direito (meu braço dominante), e em 2017 por implicância com as redes sociais mesmo. Eu até fiz alguns Inktobers ano passado, mas foi mais um flerte do que um compromisso.

Esse ano decidi fazer uma participação definitiva, como em 2015, a despeito das minhas implicâncias, que continuam fortes. Aliás, estive me preparando com certa antecedência pro evento, da melhor maneira que pude, desde meados de setembro. Tenho expectativas positivas pra conseguir publicar um desenho por dia esse ano e tenho conseguido até aqui. Se você me segue no Instagram ou no Twitter, deve estar vendo meus posts e esforço diários.

Isso, além dos outros desafios que eu enfrento diariamente do lado de cá da tela do computador, são os fatores que têm me deixado um pouco mais afastada do blog nessas últimas semanas.

Eu até tenho post redigido, engatilhado pra publicar, mas não consigo arrumar tempo e energia no meio da rotina pra preparar todo o material e organizar as publicações. Espero que entendam. Quanto ao Inktober, quando acabar vai ter bastante material pra mostrar aqui e também vou contar sobre uma oficina de produção de Histórias em Quadrinhos que fiz entre os meses de setembro e outubro, combinado?

Conto com a paciência de vocês aí, um abraço e até mais ver!

Fanart de Fullmetal Alchemist

Nos últimos finais de semana de agosto meu irmão me convidou para assistirmos Fullmetal Alchemist: Brotherhood, assim… do nada! Cara, fiquei super feliz, porque desde que havia sido adicionado ao catálogo da Netflix coloquei esse título na minha lista e estava só esperando o ânimo chegar pra que eu assistisse. Fui vendo outras séries e nunca chegava a vez dele, até que meu irmão sugeriu e sem pestanejar aceitei, óbvio. Com companhia é muito mais legal!

Pra quem não sabe, Fullmetal Alchemist: Brotherhood (doravante FMA) é uma série de animação japonesa lançada entre os anos 2009 e 2010 e é um remake da série original do início dos anos 2000. A história é sobre os irmãos Edward e Alphonse Elric que estão em busca da pedra Filosofal, com a esperança de restaurar seus corpos que foram perdidos quando eles tentaram usar alquimia para ressuscitar sua mãe.

Até o dia dessa publicação foi verificado que FMA: Brotherhood ainda está disponível na Netflix BR. 🙂 Assistam!

Meu irmão e eu já havíamos assistido a primeira versão dessa animação quando éramos jovens adultos fazendo pré-vestibular. Foi um anime do qual gostamos muito e revê-lo foi pra mim um prazer imenso. Enquanto assistia a todos aqueles personagens ação foi me dando uma vontade enorme de desenhá-los. Mas eu não queria fazer só um desenho deles assim, simples. Como disse em um dos posts recentes, estou tentando melhorar minhas composições de imagem, então estava mirando em algo que tivesse estilo de cartaz de filme, sabem? O problema é que eu já comecei desenhos como esses em outras ocasiões e eles nunca sairam muito bem. Sempre esbarrei em problemas que me desanimaram de terminar.

Só no último ano foram dois que comecei e deixei inacabados, como podem ver abaixo. Mas ao enfrentar previamente o desafio de fazer essas duas, pude perceber que criar uma imagem dessas pode requerer um pouco mais do que simplesmente justapor o desenho de um personagem ao outro. É preciso levar várias coisas em consideração, como, onde você vai cortar o seu personagem, se as linhas não estão se encontrando e gerando tangentes que atrapalhem a legibilidade da imagem, a transição entre um personagem e outro e até a interação deles com o cenário. A distribuição dos elementos na composição também fazem um papel importante pra que não fique muito sobrecarregado de um lado e menos de outro. É muita coisa!

À esquerda uma fanart de SilverHawks, à direita de Cavaleiros do Zodíaco. Na primeira, além de sentir um certo desbalanço na composição, o protagonista (Quick Silver) ficou muito mal resolvido anatomicamente. Na segunda, falta resolver a transição entre os personagens e o cenário.

Uma das coisas que sempre achei sensacionais nesses cartazes de filme, é o uso de grids nas composições. No design gráfico o grid é uma malha geométrica que geralmente guia o posicionamento dos elementos para a construção de imagens e páginas. Por exemplo, você já viu como nos jornais impressos as colunas de texto as imagens, as legendas e os anúncios são todos alinhados, começando e terminando numa mesma linha invisível na vertical? Aquele é o grid do jornal. O negócio é que em uma composição de poster de filme, por exemplo, nós nunca temos como ter certeza até que ponto um grid é intencional ou somente a percepção do observador. Muitas vezes há sim uma intenção, mas boa parte dessas coisas dão margem à múltiplas interpretações, e isso, meus amigos, é lá do campo da semiótica.

Enfim, voltando ao meu desenho, eu sabia quais personagens iria desenhar e que ia usar uma composição na qual esses conceitos do grid fossem aplicadas. Tava sobrando agora descascar o abacaxi! Comecei pelo protagonista. Quem já assistiu FMA deve se lembrar que o Edward Elric faz alquimia juntando as mãos, tipo quem tá rezando, hehe. Eu queria partir minha composição daí e a pose dele iria estar contida na forma de um triângulo. Além disso, pensei em dividir a área da folha mais ou menos no meio no sentido horizontal, com intuito de trabalhar os opostos (bem x mal) em cima e embaixo. Partindo do personagem principal, fui traçando diagonais auxiliares e terços nos pontos de intersecção, a fim de encontrar triângulos de tamanhos variados nos quais eu pudesse encaixar, em ordem de importância, os outros personagens. Eu gostaria que a forma ecoasse de alguma maneira no layout. E assim foram surgindo ao lado do Edward o Alphonse e o Roy Mustang; acima do Alphonse encaixei a Winry, em um tamanho menor, porque ela é um personagem de suporte, e do lado oposto a ela, acima do Roy, a Riza, pelo mesmo motivo. Dominando a parte de cima, distribui os três inimigos principais da primeira temporada, com destaque maior pra Lust, acompanhada do Envy e do Gluttony, um de cada lado.

Passo a passo da construção do meu grid maluco e como inseri os personagens dentro dele.

Com a composição resolvida, o resto foi só diversão: observar melhor as características de cada personagem, aplicar à ilustração e dar acabamento. Nessa parte de acabamento procurei não desviar muito da minha técnica habitual, com lineart, cores chapadas e sombreamento em multiply. O que fiz de diferente aqui foi pensar em como iria integrar, cenários e personagens. Minha inspiração pra essa parte tem muito das imagens de intervalo, nas quais sempre vemos algum personagem que está em destaque durante os episódios. O que chama a atenção nessas imagens é como eles usam um tom aproximado da cor de fundo pra fazer as sombras e uma luz de destaque bem recortada. Essa foi a referência que peguei pro meu acabamento.

Essas imagens nos “intervalos” dos episódios eram um deleite e viraram uma fonte de inspiração no acabamento da minha fanart.

Aproveitei o tom bem escuro de marrom-avermelhado da série e dos inimigos pra que pudesse fazer uma passagem de cores na qual os personagens estivessem surgindo do fundo, jogando um vermelho mais vivo e brilhante por trás dos inimigos remetendo à pedra Filosofal e pra definir essa intenção de ameaça. As sombras são todas com o mesmo tom do fundo em menor opacidade e multiply, e foi trabalhada com um brush de textura pra suavizar as formas em alguns pontos e deixar com uma aparência um pouco menos “anime”. A parte da luz é completamente inspirada nas imagens que mostrei acima. Testei com várias cores e gostei mais do azul, mas acho que também por ser uma cor mais distante do vermelho no círculo cromático (quase oposta), deu um destaque interessante.

Um gif registrando as etapas de colorização dos flats aos detalhes finais. 🙂

O que ficou de lição disso tudo é aquela velha máxima que a gente aprende muito com os erros. Os desenhos que fiz anteriormente e não consegui finalizar pavimentaram o caminho até a experiência com esse. Ele não foi menos difícil por isso, ao contrário. Eu já sabia os desafios que enfrentaria, mas não tinha certeza de nenhuma das soluções pra resolver os problemas. Mesmo assim achei o saldo final bastante positivo. Uma coisa que é digna de menção é que os três desenhos têm muitos meses de prática que os separam, e ao fazer o desenho de FMA eu me sinto, definitivamente, mais experiente no desenho de pessoas e personagens do que eu era nas ocasiões anteriores (viva o Croquis Cafe! Viva!!!).

Óbvio, eu sei que provavelmente não fiz a coisa mais revolucionária do mundo. Também sei que, certamente, o meu uso de grid nessa composição grita pro mundo o quão sou aprendiz nesse quesito, principalmente pra quem está habituado a compor imagens com dinamismo e ação. Mas pra mim, foi uma experiência super legal e que com certeza elevou um pouco o nível das composições que tentei fazer anteriormente, sem muito sucesso.

Segue aqui a galeria no Instagram com a imagem final e detalhes de todos os personagens.

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🇧🇷 – Me tomou um tempão, mas finalmente terminei ontem essa composição em homenagem à Fullmetal Alchemist Brotherhood. Cara, eu assisti ao primeiro FMA lá pelos meus 20 anos. Marcou demais e o Brotherhood conseguiu subir o nível da parada. Fullmetal Alchemist é, sem dúvida, um dos animes mais irados que eu já assisti! . 🇺🇸 – It took me a while but I finally finished this homage composition of Fullmetal Alchemist Brotherhood last night. Man, I first watched this anime when I was about 20 y/o. It was memorable and Brotherhood just completely surpassed it. Fullmetal Alchemist is, undoubtedly, one of the best anime I've ever watched! . . #digitalart #anime #clipstudiopaint #fanart #drawing #desenho #dibujo #ilustracao #illustration #ilustracion #fullmetalalchemist #haganenorenkinjutsushi #fullmetalalchemistbrotherhood #edwardelric #alphonseelric #roymustang #rizahawkeye #winryrockbell #lust #gluttony #envy

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Espero que tenham curtido e até a semana que vem!

Reorganizando a casa

Fala pessoal, como vão vocês? Do lado de cá as coisas estão começando a se reoganizar, depois de um mês extremamente desestruturado e fora dos padrões. Trabalhando como freelancer / home office há aproximadamente 3 anos, eu estou um pouco acostumada com algumas mudanças de rotina. Mas em agosto as mudanças foram bruscas demais e isso me quebrou completamente.

Pra começar, dia 14/08 foi o último dia que consegui fazer estudos de Croquis de forma sistemática. Foi também o último dia que consegui tirar pra desenhar pra mim antes de uma mega reviravolta de médicos, sobrinho e trabalhos.

Tivemos, minha mãe e eu, várias consultas e idas ao médico, algumas que já estavam agendadas pra rotina, outras porque ficamos super doentes com a sobrecarga de trabalhos do mês. Sobrecarga que aconteceu porque meu pai viajou e meu sobrinho passou uma semana letiva inteira com a gente, quando a mãe dele começou a fazer um período de experiência de trabalho. Eu estou habituada a ter meu sobrinho aqui nos finais de semana, domingo. Sempre tiro um tempo pra brincar com ele e distraí-lo. Mas durante a semana, simplesmente não dava. Foi difícil administrar tudo.

Pra completar a tsunami me foi oferecida a oportunidade de trabalhar desenhando itens pra um jogo sobre segurança do trabalho. Um trampo com prazo menor que duas semanas, mas que eu recebi de braços bem abertos porque 1) é o que eu amo fazer; e 2) eu tava precisando muito de um trabalho profissional pra mudar um pouco minha rotina artística. E foi muito bom ainda poder fazer novos contatos profissionais aqui na Grande Vitória. O serviço foi prestado para a Mito Games, uma start up local focada em jogos educativos e advergames, um pessoal muito gente boa que espero ter oportunidade de trabalhar junto novamente. Assim que eu conseguir autorização, trago o trabalho pra mostrar aqui no Caixola!

As coisas foram começar a se acalmar nos últimos dias do mês de agosto, quando comecei a ter um tempinho pra produzir coisas de novo. Mas ao invés de voltar firme com os croquis, me deixei levar por uma fanart de Fullmetal Alchemist: Brotherhood, anime que assisti recentemente com meu irmão. Ela ainda tá em andamento mas quando terminar, faço uma postagem completa sobre o processo que norteou a produção. 🙂

Ainda tem muito refugo de agosto por aqui: as idas ao médico da minha mãe geraram vários pedidos de exames, as nossas doenças geraram muitas faltas minhas ao Pilates, tenho quilos de aulas pra repor e várias atividades negligenciadas por fazer. Eu tô com um cansaço físico e mental absurdo e sem um pingo de coragem pra encarar tudo que eu preciso fazer e voltar a estudar. Mas é isso, aos poucos a gente vai colocando a casa em ordem, um dia após o outro.

Dito isso, estou tentando organizar nova postagem pra próxima quarta-feira pra tentarmos retomar a programação normal. Espero que possamos nos ver lá!